Pinto da Costa: 'Isto não é uma monarquia'



Há poucos dias, Pinto da Costa revelou que iria candidatar-se a mais um mandato como presidente do FC Porto. O dirigente dos azuis e brancos revela ainda que não escolheu nenhum nome substitui-lo... 

«Não. Não tenho de preparar, isto não é uma monarquia. No dia em que entender que tenho de sair, ou que queiram que eu saia, saio. Quem quiser candidatar-se, os sócios vão escolher, sem que eu influencie. Quem vier, se vier às minhas costas, não terá a legitimidade nem a força e a independência. Se correr bem, vão dizer que fui eu, se correr mal, foi o novo que não foi capaz de fazer o mesmo. A ideia é não envolver-me em luta eleitoral», explicou Pinto da Costa em entrevista ao Lancenet. 

Desde 1982 que o líder dos dragões e agora, com 75 anos, prepara-se para cumprir o 13.º mandato...

«Fumava três maços de cigarro por dia. Decidi não fumar no clube, e não me custou muito, era uma decisão por dois anos. Durante esse tempo, fumaria por dois anos e pararia aos 31. Estive para sair várias vezes, mas, por isso ou por aquilo, não saí. A última vez que eu quis sair foi quando se começou a pensar neste estádio em que estamos. Pensou-se que se eu saísse, o estádio não sairia. Então, entre a minha vida e depois ser acusado de não me meter no projeto, fiquei. Tive vários projetos de pessoas interessadas em determinados ramos, como um projeto com um amigo fantástico, mas, por não ter sucessor, abdiquei», revela.

Arrepende-se?

«Sim. Acho que, olhando para trás, desportivamente, foi fantástico. Vencemos coisas impensáveis há 30 anos. Nem eu pensava que venceríamos duas Ligas dos Campeões, a Liga Europa, uma Taça UEFA, Intercontinentais... o meu sonho era chegar a uma final europeia. Olhando para trás, na vida profissional e na empresarial, perdi grandes projetos, mas a vida é como é. A minha avó dizia que cada um é para o que é», remata.

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