"Qual o sgredo do FC Porto no mercado? Comprar talento jovem. O Deco, por exemplo, nem foi para o FC Porto. Esteve no Benfica, depois no Alverca e fomos buscá-lo, pois acreditámos que ele iria evoluir", palavras de Pinto da Costa ao portal brasileiro Lancenet, a quem concedeu uma extensa entrevista, respondendo a diversas questões do jornalista que se deslocou ao Porto para ouvir o presidente do FC Porto.
O líder dos dragões, questionado sobre a crise financeira do país e o bom desempenho do clube no mercado de transferências internacional, não deixou de tecer críticas ao poder político...
"Este Governo faz um ataque feroz aos clubes com impostos. Nos ingressos do futebol subiram os impostos em 23 por cento, mas os espetáculos pronográficos só pagam 6 por cento. Se não fosse ferir as pessoas, colocaria os jogadores em cuecas no campo para ver se em vez de espetáculo desportivo o incluíam em espetáculo pornográfico, de modo a pagar menos imposto. Há uma grande insensibilidade do Governo. Mas não deixa de ser curioso que quando a seleção ganha os governantes apareçam na primeira linha, mas a verdade é que estão a atrofiar os clubes".
Pinto da Costa, questionado sobre a relação do FC Porto com os clubes de Lisboa, fez uma ressalva, explicando:
"Há relação com todos, exceto um. É uma relação normal, em que é possível conversar e negociar. É tudo possível, tudo normal a nível de colaboração até em projetos comuns. Com o Benfica é que não existem relações".
Depois, quando lhe é perguntado se existe união entre os clubes, foi peremtório:
"Não, infelizmente. A Liga, que poderia ser aglutinadora, não faz rigorosamente nada".
