O FC Porto B vai defrontar um Leixões que luta pela subida de divisão e que não jogou a meio da semana, por este contexto antevê um jogo complicado?
Sem dúvida, vamos defrontar uma equipa que venceu os últimos oito jogos em casa, que vem de uma sequência de vitórias no seu reduto bastante longa, o que não é fácil nesta divisão. O facto de o Leixões não ter jogado a meio da semana poderá ser uma vantagem ao nível do desgaste, que não tiveram e que nós tivemos, portanto se o jogo já seria difícil este contexto torna-o ainda mais complicado. Por outro lado, este encontro é ainda mais desafiante para nós porque estamos insatisfeitos depois do último desempenho, que foi muito abaixo daquilo que temos feito, nesse sentido este pode ser o melhor jogo para demonstrarmos a nossa insatisfação e inconformismo. Espero que consigamos estar como em tantas outras vezes à altura do desafio e que realizemos um jogo que faça esquecer o de quarta-feira passada.
O trabalho de preparação para o jogo foi mais psicológico ou físico?
Físico não muito, de facto, porque como competimos quarta-feira à tarde, os jogadores que jogaram ainda estão a fazer trabalho de recuperação. Não escondo que depois do mau desempenho que tivemos na quarta-feira tivemos de falar sobre esse assunto, lembrando que ainda faltam seis jogos para o fim do campeonato, temos um mês de competição pela frente e os jogadores sabem disso. Tivemos apenas de lembrar isso, pela necessidade que temos de limpar esta imagem mais recente, porque isto não foi o que aconteceu durante a época.
Estamos numa situação tranquila na classificação e não é por acaso, temos 50 pontos porque os conquistamos, ninguém nos deu absolutamente nada durante o campeonato. Já fizemos muita coisa boa e seria mau da nossa parte que a última imagem que deixássemos fosse menos positiva, é isso que nos tem de motivar e de nortear até ao final do campeonato. Reconheço que o próximo jogo tem de ser ganho do ponto de vista psicológico porque fisicamente o Leixões tem vantagem. Temos de ter uma grande capacidade de superação perante aquilo que não fizemos na quarta-feira, mostrar a nossa valia e esperar que os outros factores do jogo que não controlamos caiam para o nosso lado.
Um empate no Estádio do Mar seria um resultado positivo?
Ir empatar a casa de uma equipa que ganha há oito jogos seguidos em casa, do ponto de vista teórico até poderia ser um bom resultado, mas nós vamos lá para vencer o jogo. Imagine que empatamos e que no fim até lhe digo que foi um mau resultado, pode acontecer perfeitamente. Ou imagine que empatamos e que lhe digo que foi muito bom porque até podíamos ter perdido o jogo… Mas aquilo que tem de estar presente em nós é a vontade de vencer, porque a seguir a uma derrota só uma vitória permite que as coisas voltem verdadeiramente ao seu lugar, mas reconheço a dificuldade do jogo.
Espera um Leixões não tão recuado como a maior parte das equipas que defrontam o FC Porto B?
Em Pedroso esse facto é praticamente uma constante, mesmo o campeão Belenenses veio fazer um jogo de espera e contra-ataque, a maior parte das equipas assumem-no quando vêm cá jogar e por vezes quando jogam no seu reduto. Se há mérito que a equipa do Leixões tem é o facto de se conhecer muito bem, tem exactamente a noção daquilo que vale. Provavelmente não será uma equipa a assumir o jogo a 100 por cento, será matreira e a esperar pelos momentos certos para criar desequilíbrios. É uma equipa que gosta de jogar e que alicerçada pela força que vem de fora das quatro linhas vai querer jogar, assumir e dividir o jogo, o que poderá eventualmente ser bom para nós.
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